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Modelos das Agências de Propaganda no Vale do Paraíba

No mês de outubro nosso estagiário aqui da UNIC digital criou um relatório muito relevante sobre os modelos de agências presentes aqui no vale.

Neste trabalho a UNIC foi citada como referência em inovação e modelo de negócio do mercado regional. Por isso fiz questão de trazer este conteúdo para vocês que acompanham o nosso blog!! Não deixe de conferir ↓

 

 

RECONFIGURAÇÃO DOS MODELOS DAS AGÊNCIAS DE PROPAGANDA NO VALE DO PARAÍBA – SP

Desenvolvido por Patrick Araújo de Chiara e Luiz Guilherme de Brito Arduino.

 

1- O Vale do Paraíba -SP:

O Vale do Paraíba e principalmente as cidades de São José dos Campos e Taubaté, passaram por vários processos de urbanização e industrialização, principalmente depois da metade do século XX. Localizado exatamente entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo o Vale do  Paraíba é uma mesorregião com cerca de 2 milhões de habitantes que abrange uma área de aproximadamente 17 milhões de quilômetros quadrados.

Contendo trinta e nove municípios a região começou a expandir seu mercado publicitário principalmente depois da chegada das emissoras de televisão regionais que modificaram todo o conceito de anúncio regional existente na época. (CIDADES PAULISTAS, 2015).

Anteriormente o Vale era rota de passagem para os produtores mineiros de café e algodão. Logo após esse período, começa a fase “sanatorial”, por ter o
clima perfeito para o tratamento de tuberculose, começa na região uma migração de enfermos buscando melhores condições de tratamentos nos hospitais aqui instalados.

De acordo com a prefeitura de São José dos Campos (2009) o ponto chave para o crescimento urbano no vale foi na fase científico – tecnológico com a criação do Centro Técnico Aeroespacial em 1950 e posteriormente a criação da Rodovia Presidente Dutra que interligava São Paulo ao Rio de Janeiro, 2 principais cidades do Brasil. (CARNIELLO et al. 2011).

Em 1988 a Rede Globo de Televisões instala em São José dos Campos a primeira emissora regional, a TV Globo Vale do Paraíba. Conhecida hoje como Rede Vanguarda, a emissora movimentou o mercado publicitário da região fortalecendo as agências de propagandas locais que ganharam uma nova mídia, mais barata e mais adequada ao seu público da época. (CARNIELLO, ESTEFANO TOLEDO, 2014).

 

2- Cenário do Mercado Publicitário:

O cenário econômico do Brasil encontra-se em crise e instabilidade, e desta forma, impacta substancialmente no mercado publicitário.

Baseado em pesquisas, de acordo com uma projeção realizada pelo grupo global Dentsu Aegis Network, sediado em Londres, o mercado de publicidade no Brasil
deveria crescer ao menos 5% em 2018, contra 3,6 da média global. Com a evolução do digital, os investimentos em sua totalidade tem migrado da mídia tradicional para a digital, entretanto, esta informação não permite e exclusão de investimento em mídia tradicional.

Neste ano, o Censo Agências indicou que 44% dos clientes vêm optando por cortar os recursos destinados para estratégias de comunicação. O número de
clientes que pediram redução nos valores dos contratos diminuiu consideravelmente: de 31%, em 2016, para 23%, em 2017, se tornando um indicativo de que o cenário está mudando, obtendo um início de uma melhora no mercado publicitário.

Para o publicitário Guilherme Jorgetti, Sócio e Diretor da agência Rua Zero, o mercado publicitário do Vale do Paraíba vem se desenvolvendo e está em crescimento, devido os clientes da região estarem adquirindo o costume de investir em propaganda.

Para o publicitário Fernando Griskonis, Sócio e Diretor de planejamento da Molotov, é de extrema importância desenvolver a cultura de comunicação de forma técnica e adequada, entendendo o problema do cliente a fim de solucionar e gerar resultados para a empresa.

Para acompanhar tal cenário, as agências estão repensando seus posicionamentos, modelos e estruturas, se reconfigurando para atender e manter-se no mercado competitivo.

Com base em pesquisas, destacamos algumas das estratégias pensadas para que as agências do Vale do Paraíba se mantenham no mercado, como pode ser observado a seguir.

A) Diferenciação: é um dos requisitos importantes para que as empresas se mantenham no mercado, devido ao fato de que as empresas buscam soluções diferentes, inovadoras e criativas. Em meio a tantas agências existentes no mercado, a diferença é um fator importante na decisão de escolha por parte do cliente.

B) Utilização dos Vetores de Transformação dos Negócios: outro requisito é de que as empresas e agências devem utilizar vetores de transformação dos negócios,
os quais são: confiança e ética (se humanizar, assumir posições aos mais diversos temas discutidos na sociedade no cenário atual); diversidade e equidade (mudanças nas estruturas das empresas, promovendo diversidade, a qual ajuda a impulsionar a inovação).

“Precisamos levar a diversidade para dentro da indústria da comunicação, não só para dentro das agências. Isso é sobre crenças e propósitos, antes de ser sobre
RH. Resolvido se realmente vemos na diversidade um valor, o próximo passo é implementar iniciativas que começam ajudando a corrigir erros históricos e apoiem a formação e o desenvolvimento pessoal e profissional de pessoas que até hoje tiverem acesso a muito pouco. Um primeiro passo que precisa ser seguido pela implementação de novas diretrizes no processo de recrutamento e pelo desenvolvimento de novos processos de integração e aculturamento.” (Ana Paula Cortat – Cofundadora da Hybrid Colab).

C) Adaptação ao digital: a história das marcas na era Digital de acordo com o diretor da Agência Focusnetwork, Rafael Kiso, começou junto com as comunidades do Orkut onde o internauta fazia as comunidades “eu gosto” ou eu “eu não gosto”. A evolução disso resultou nas fanpages no Facebook em que o consumidor  atual tem a opção de receber determinado tipo de conteúdo curtindo as páginas de interesse.

Além dessa opção as redes sociais hoje oferecem a opção de anúncios pagos. Antoane Marmo, diretor da agência UNIC, focada em marketing digital, pensou na diferenciação da sua agência justamente focando nos resultados de venda e não mais no reconhecimento de marca.

Hoje em dia o trabalho On nas agências de publicidade fazem parte de 99% dos contratos. Para o publicitário e professor Gustavo Gobbato, diretor de Inteligência da Alchemy e Sócio da Avalanche São José dos Campos diz que ou as agências mudam, ou não seguirão no mercado.

As agências que não se adequarem aos novos modelos irão perder significativamente volume de clientes. A produção online é diferente da mídia off e configuram métricas e resultados numa velocidade significamente mais rápida. Fazer publicidade nas redes sociais não é apenas postagem de conteúdo ou peças visualmente atrativas, a mídia online consegue configurar um novo modelo de cliente muito mais engajado e assertivo para determinado tipo de produto ou serviço.

“O mercado evoluiu para digital, o mercado evoluiu para dados, o mercado evoluiu para o envolvimento comercial, acompanhamento de gestão de leads e conversão. A propaganda foi obrigada, tragada para o funil de vendas.” (Gustavo Gobbato – Diretor de Inteligência da Alchemy, Sócio da Avalanche São José dos Campos e professor universitário.)

 

3- O Futuro das agências no Vale:

Como pode ser observado, as agências do Vale do Paraíba precisam acompanhar o desenvolvimento do mercado, conforme apresentado neste relatório.
Desta forma, a tendência dos modelos das agências futuras no Vale do Paraíba são de:

– trabalhar com o formato full service, com um setor especializado em marketing digital
e vendas online;

– obter um sistema descentralizado, trabalhando com equipes home office, agrupando determinadas pessoas para cada projeto de acordo com a demanda do cliente;

– ser uma agência mais enxuta, com menos funcionários;

4- Adequação das universidades ao mercado:

Com as reconfigurações das agências no Vale aos novos posicionamentos, modelos e estruturas, torna-se necessário que as faculdades e universidades se adaptem para acompanhar o mercado.

De acordo com Me.Josué Brazil, professor e coordenador do curso de publicidade e propaganda da Universidade de Taubaté, os profissionais de propaganda formados atualmente na região, tem uma melhor formação do que antigamente. A maioria dos profissionais atuantes, passaram pelos diversos cursos superiores de comunicação existentes na região e isso possibilita uma entrega melhor para clientes e anunciantes. Entretanto, para Josué Brazil, ainda falta uma configuração do mercado no Vale.

Ter uma boa formação, buscando ter uma base nos estudos da profissão e uma constante atualização em relação ao mercado, fará a diferença de um profissional no mercado publicitário. O professor ressalta que a faculdade tem que formar profissionais completos, que entendem de vários assuntos. Na Universidade de Taubaté, os docentes e  coordenadores buscam atualizar as grades de conteúdo e das disciplinas, devido às mudanças do mercado.

Este presente relatório contou com entrevistas com os profissionais e professores da área de comunicação, permitindo identificar aspectos e possibilidades futuras do mercado. Acredita-se que a tendência dos modelos de agências de propaganda serão os modelos full services, com foco no digital. Além disso, os modelos enxutos de agências permitirão que as agências sejam mais ágeis e otimizam processos na cadeia de produção.

“Existem três tipos de empresas: as que fazem as coisas acontecerem, as que ficam observando o que acontece e as que ficam se perguntando o que aconteceu.” Philip Kotler – Livro: Marketing para o século XXI.

 

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